Afinal sou fortaleza
Já não posso acreditar
neste força que me amarra
Se me feri tenho sangue a derramar
ferida profunda de encruar
perdida estima deixada de garra.
Não,não me vou deixar rebaixar
se céu de tempestade me cai em cima
viver ofendido sem estilo neste clima
onde nada pode-me abrigar
Quero vida explosiva de emoções
ser eclipse na noite que me roga praga
ira de onda que bate e pedra estraga
nos rochedos em erosivas religiões
Translado o meu corpo em pena
disfarçada culpa,arrependimento cuspido no chão
quem tem marosca me acena
na profecia neste mundo aldrabão
Não,não há lei da palavra
troca e baldroca é vida
Vergonha não é quem cigarro me crava
mas sim quem tem cara de pau perdida
Sou força de mim mesmo
e medo de quem não me a tira
peso em alma sem ser temida
nesta vida que me deixa viver em ira.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
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2 comentários:
És fortaleza, sem dúvida…
Gosto de te ler.
Beijo
Engraçado, também tenho um poema com este nome. Mas não chega aos pés deste. Adorei! Beijinhos
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