segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Metáfora





Podia comparar-te à imensidade
ao ódio interdito enraivecido
na pele da tua iniquidade
Podia comparar-te ao ruído
Que o cismático teu ser é te crueldade


Comparar-te-ia ao orbe sombrio
Que a fé se desfez em pelejas de sangue
Mas igualo-te a tal pilar que rufio
A química da vida num palanque.



Não há cotejo numa afecção
Quando a sua pureza condescende
È uma faísca de sanha que lousa o coração
E no todo sempre se arrepende.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

As vezes penso em não pensar


Não sei o que penso
e o que outros pensam de mim
lógico que o meu corpo seja um lenço
que a Deus dispenso
qual seja hora do seu fim.

Penso que não queria pensar
que a força do pensamento
é tão fácil de se adestrar
não sei pensar em cada momento
quando ele é pensativo em qualquer lugar.

Ânsia teria se pensasse
que a vida não só é para meditar
na dada altura se o passado chegasse
o presente estaria cá para me paliar.

Quem de quem é este pensamento?
se fosse meu, dava-o ao Olhar
se não o desse, seria então egoísta ou azarento
para não o poder compartilhar.

Aqui estou escrevendo
pensando o que não penso escrever
se eu a outro falasse o que não entendo
o que pensaria ele se pudesse entender ?


Eu me entendo quando penso
que nada evito em poder pensar
se tudo em nós é imenso
o pensamento é tão pequeno e fácil de nos poder orientar