domingo, 9 de novembro de 2008

Nâo é poema

Não é poema

Já não é o poema que fala
com aquela voz que sussurra
a culpa do seu ser nesta escala
musical triste que zurra

Quando em tempo era poesia
a palavra tinha tom bem alto
em alarido envergonhado de alegria
A rima subia para rimar em salto
de sonhos quiçá riais noutra magia .

Ele sim ficou poeta
no berço que invernara a madrugada
sem livro de história correcta
onde choveu e troviscou amor
e fez-se uma tempestade no final por nada.

Se foi poema agora é dilema
Dilema ! Porque não digo antes medo?
Ele é poeta e contra a corrente rema
num mar que conhece seu segredo.

Tudo é poesia nesta inspiração
não são obvias palavras,mas são rimas
revoltas de quem as pensa enfurecendo o coração
Tudo pode ser poesia,mas não é um poema então?
Porque se ele é um poeta,nasceu para o ser
com alguma destinada razão.

1 comentário:

Sombra de Saturno disse...

AMO o modo como escreves!! É lindo como as palavras brincam com o nosso sentimento em determinada hora... É lindo como muitas vezes sem darmos conta brincamos nós com as palavras. Chegam-nos tão arranjadas por vezes, que parece autêntica Psicografia! E pelo modo como escreves, acho que isso também acontece contigo. :)